RÚSSIA/UCRÂNIA: TRUMP PRESSIONA POR ACORDO E ZELENSKY ENDURECE POSIÇÃO NAS NEGOCIAÇÕES EM GENEBRA

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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom e avisou que a Ucrânia precisa de chegar rapidamente a um acordo com a Rússia, numa altura em que delegações de Moscovo e Kiev se reúnem em Genebra, na Suíça, com mediação norte-americana.

REDACÇÃO HORA H

Do lado ucraniano, Volodymyr Zelensky foi categórico: não há qualquer território para ceder à Rússia. A declaração cai como uma “granada diplomática” no centro das negociações, sobretudo quando Moscovo exige o reconhecimento da soberania sobre regiões anexadas desde 2014 e 2022, incluindo a Crimeia.

Zelensky reafirmou que não repetirá o que considera ter sido o erro de 2014 e chegou mesmo a lançar farpas pessoais contra Vladimir Putin, durante intervenções recentes na Conferência de Segurança de Munique.

A resposta russa foi prática: intensificação de ataques com mísseis e drones contra infraestruturas energéticas e logísticas ucranianas. O Kremlin, pela voz do porta-voz Dmitri Peskov, garantiu que as negociações continuam, mas que a “operação militar especial” não será interrompida.

Trump, citado pelo The Guardian, encurtou prazos e terá dado 48 horas para progressos concretos. O aviso é claro: Washington pode rever o apoio militar e financeiro a Kiev, cenário que mudaria drasticamente o equilíbrio no terreno.

Enquanto isso, o Financial Times noticiou avanços ucranianos recentes em zonas como Zaporizhia e Kharkiv, com reconquista de território no fim-de-semana, mostrando que o conflito permanece intenso tanto na diplomacia como no campo de batalha.

Analistas como John Mearsheimer defendem que o factor tempo favorece Moscovo. Já Kiev aposta na resistência e recusa ceder soberania.

Com posições endurecidas de ambos os lados, tudo indica que a pressão de Trump poderá ser decisiva para destravar, ou agravar,  o impasse.