LANÇAMENTO DA AGENDA POLÍTICA: FALTA DE HOTEIS EM NDALATANDO NÃO CONSEGUE “ENGOLIR” MILHÕES DE KWANZAS DO MPLA
A província do Kuanza Norte, é identificada pela falta de infraestruturas hoteleiras adequadas para atender turistas, apesar de possuir um elevado potencial turístico e oportunidades de investimento.
ANA MENDES
O sector turístico no Kuanza Norte é considerado subdesenvolvido, apesar de possuir um potencial considerável com 63 pontos turísticos identificados, incluindo locais de ecoturismo e interesse histórico.
Como provas, durante o lançamento da agenda política do MPLA na província do Kuanza Norte, foi notória a cidade de Ndalatando, a enfrentar uma séria escassez de unidades hoteleiras para acomodar turistas.
“Os hotéis em Ndalatando deveriam aumentam a facturação durante o lançamento da agenda política do MPLA, devido ao elevado fluxo de turistas nacionais e estrangeiros. As poucas unidades de referência registam alta ocupação. Infelizmente vimos milhões de Kwanzas à voltarem para Luanda e outras províncias por falta de hotéis suficientes”, lamentam os habitantes locais.
A carência de acomodações limita o desenvolvimento económico local e o fluxo de visitantes na região. Há necessidade que o Executivo invista em vias de comunicação para facilitar o acesso e impulsionar o turismo no local.
A província do Kuanza Norte, oferece poucas opções de alojamento, concentradas maioritariamente na capital, Ndalatando.
Destacam-se o Hotel Terminus Ndalatando, Iu Hotel N’Dalatando, Hotel Aanisa Ritz, além de opções de fazenda como a Ritz Fazenda Cabuta e outras opções como o ETC Luanda, que não tem capacidade para acolher um número considerável de turistas.
“A baixa cobertura hoteleira é uma preocupação na nossa província”, disse o comerciante Ramos Jerónimo que solicitou maior investimento privado na construção de hotéis e melhorias nas vias de comunicação.
Na opinião do economista Paulo Ramiro Panda, as instalações de novas unidades hoteleiras na província devem ser impulsionadas, pela necessidade de melhoria da qualidade e oferta de serviços, com foco em requisitos como infraestrutura moderna, boa localização e serviços de qualidade.
“As novas unidades devem cumprir normas de qualidade, incluindo número mínimo de unidades de alojamento, pousadas, pensões, aparthotéis/estalagens e hotéis rurias”, acrescentou.
Segundo ele, aumentar a oferta de unidades hoteleiras é crucial para o turismo e a economia local, exigindo que os novos empreendimentos elevem os padrões de qualidade.
Segundo apurou o Jornal Hora H, a província também apresenta uma incidência de pobreza multidimensional significativa, variando entre 42% e 48%, posicionando-se entre as regiões angolanas com vulnerabilidade social elevada, especialmente em áreas rurais.
A pobreza nesta província, está fortemente associada ao baixo nível de escolaridade e à falta de acesso a serviços básicos.
Os dados indicam que a pobreza no Kuanza Norte é uma preocupação estrutural, alinhada com os desafios de desenvolvimento observados em várias províncias de Angola.




