MARCOLINO MOCO DESTACA O “MÉRITO” DA UNITA QUE ATÉ QUI AINDA NÃO CAIU NA ARMADILHA
O antigo secretário-geral do MPLA, Marcolino Moco, destaca o “grande mérito da UNITA” é o facto de ter conseguido sobreviver, até aqui, de uma sede tão grande de “destruição dos outros”.
ANA MENDES
“E não cair agora na armadilha de encabeçar nova violência, como alguns claramente o desejariam”, começou por sublinhar o também o antigo primeiro-ministro de Angola na sua analise.
Para Moco, a “FNLA há muito se afastou do método violento, para impor vontades e interesses políticos, fazendo com que fosse o capim a sofrer, perante uma luta de elefantes gigantescos e insaciáveis”.
“Isso referia o velho Holden Roberto. Essa organização perdeu a sua robustez antiga, na passagem para esse novo tempo, em que devíamos fazer melhor que o antigo colonizador e não fazemos”, diz.
De acordo com o jurista, o bom é que ninguém responsabilizará, jamais, a histórica FNLA, pelas mortes e fome que continuam a acontecer, depois das guerras, por causa da dispersão de recursos, na imposição da exclusão de uns a favor de outros.
“Assim sendo, só o MPLA, dos três, continua a ser arrastado na ideia de que pensar diferente, lá dentro, é o tenebroso “fraccionismo”, porque cá fora ainda proliferam inimigos a combater, “até à exaustão”, disse.




