AS LÁGRIMAS DE CROCODILO DE LUÍS CASTRO DEPOIS DE MALTRATAR E ABANDONAR OS JORNALISTAS NO BIÉ

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O pedido de desculpas do presidente do Partido Liberal aos jornalistas que eles contrataram para cobertura do lançamento do acto político na província do Bié onde os profissionais da classe foram abandonados e forçados a andarem por baixo da chuva, considera-se lágrimas de crocodilo do líder daquela força política.

NDOMBI ZADIMENGA

Depois de serem abandonados no local da actividade, viu-se os jornalistas Romão de Jesus e outros a deambularem apé pelas ruas do Bié, mesmo com fortes chuvas os profissionais arriscaram-se a andar com os materiais informaticos e não só até ao local onde foram hospedados.

Segundo os jornalistas maltratados pelo Partido Liberal, quando o Luís Castro, se apercebeu da situação, fingiu que estava preocupado, pediu desculpas e informou aos profissionais que “primeiro vamos almoçar e depois conversamos sobre o sucedido”.

De acordo com fonte do jornal Hora H, depois do almoço, Luís Castro voltou a abandonar os jornalistas sem cumprir com a sua palavra, deixando assim os profissionais mais uma vez agastados com a direcção daquele partido.

INTEGRA DAS LÁGRIMAS DE CROCODILO DE LUÍS CASTRO:

Tomei conhecimento, com profunda dor, indignação e preocupação, do ocorrido hoje na província do Bié, envolvendo os jornalistas dos órgãos Elite Post e TV Quadrante. Nada, absolutamente nada, justifica o descuido e a falha de conduta demonstrados pela nossa equipa para com profissionais da comunicação social que exercem uma função essencial numa sociedade democrática.

Na qualidade de dirigente e cidadão comprometido com os valores do respeito, da liberdade de imprensa e do diálogo republicano, assumo integralmente a responsabilidade política e moral pelo sucedido. A comunicação social não é adversária de nenhum projecto político sério; é, antes, parceira indispensável na construção de uma sociedade informada, plural e consciente.

Em meu nome pessoal e em nome do partido que dirijo, apresento um pedido público de desculpas aos jornalistas visados, às direcções dos referidos órgãos e à classe jornalística em geral. Reconhecer o erro é um dever ético; corrigi-lo é uma exigência de coerência e de maturidade política.

Garantimos, com sentido de responsabilidade e racionalidade, que medidas concretas serão tomadas para reforçar os mecanismos internos de organização, acolhimento e relacionamento com a imprensa, de modo a evitar a repetição de actos semelhantes. Factos como este não representam os valores que defendemos, nem a visão de país que propomos.

Reiteramos o nosso compromisso inequívoco com a dignidade humana, com a liberdade de expressão e com o respeito institucional. Só com verdade, responsabilidade e respeito mútuo se constrói um projecto político credível e ao serviço do interesse público.

Luís de Castro.