COMANDANTE-GERAL FRANCISCO RIBAS DESTACA MODERNIZAÇÃO E INTEGRIDADE NA ABERTURA DAS FESTIVIDADES DOS 50 ANOS DA PN

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O comandante-geral da Polícia Nacional de Angola, Francisco Monteiro Ribas, afirmou que as festividades alusivas ao Dia da Polícia, a celebrar-se a 28 de Fevereiro, visam não apenas assinalar mais um aniversário da corporação, mas também enaltecer a coragem, a abnegação e a resiliência dos efectivos que, ao longo de cinco décadas, têm garantido a segurança pública no país.

ANNA COSTA

Falando na cerimónia de abertura das jornadas comemorativas do 50.º aniversário da instituição, o responsável sublinhou que celebrar meio século de existência da Polícia Nacional significa recordar uma história marcada pela disciplina, coragem e compromisso com a ordem pública, a segurança e a soberania nacional.

Francisco Ribas recordou que, desde a sua criação, em 1976, a PNA tem sido “um pilar da estabilidade interna, protegendo cidadãos, salvaguardando bens e assegurando o cumprimento das leis”. Acrescentou que, no contexto actual, a corporação está cada vez mais comprometida com os valores democráticos, a transparência e o aperfeiçoamento contínuo das suas práticas, com vista a reforçar a confiança dos cidadãos.

O comandante-geral destacou ainda que a instituição está a implementar um processo de modernização que inclui o reforço da formação técnico-científica e a melhoria das condições sociais e de trabalho dos efectivos, com o objectivo de tornar a polícia mais proactiva e alinhada às exigências da sociedade moderna.

Entre os principais desafios apontados, Francisco Ribas referiu o combate à criminalidade organizada transnacional, ao cibercrime e a outras ameaças à ordem pública, defendendo a necessidade de preparação permanente e evolução dos métodos de actuação.

Durante a intervenção, o responsável reiterou o compromisso de “servir com integridade e proteger com autoridade”, sublinhando que a integridade implica tolerância zero a desvios éticos e o cumprimento rigoroso do regime disciplinar, enquanto a autoridade deve ser exercida com respeito pela Constituição, pelas leis e pelas convenções internacionais de que Angola faz parte.

A cerimónia contou igualmente com a presença de antigos comandantes-gerais da Polícia Nacional, a quem Francisco Ribas dirigiu palavras de reconhecimento, considerando-os guardiões da memória institucional e figuras determinantes em momentos cruciais da história da corporação, desde o período pós-independência até à consolidação da paz e aos desafios da democratização.

Segundo o comandante-geral, a participação dos antigos responsáveis numa mesa-redonda sobre o percurso histórico da Polícia Nacional constitui um momento alto das celebrações, permitindo às novas gerações conhecer as experiências, dificuldades e conquistas que marcaram o percurso da instituição.

Francisco Ribas encerrou o discurso manifestando o desejo de que os próximos 50 anos sejam de glória e de serviço abnegado, apelando ao orgulho e à determinação de todos os agentes na manutenção da ordem, da paz e da segurança em todo o território nacional, declarando oficialmente abertas as jornadas comemorativas do 50.º aniversário da Polícia Nacional de Angola.