DESDE QUE O PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO ENTROU NO PODER EM ANGOLA, A VIOLÊNCIA POLICIAL JÁ MATOU 362 PESSOAS – A UNITA
Dados disponíveis e confirmados pelas equipas de investigação revelam que desde o Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, enquanto Comandante em Chefe das Forças Armadas, subiu no poder em Angola, a violência policial já matou 362 pessoas.
NDOMBI ZADIMENGA
Os dados foram divulgados pelo “Governo Sobra” da UNITA, que apresentou um relatório relatório de violações dos direitos humanos ocorridas no contexto da greve dos taxistas que teve lugar nos dias 28, 29 e 30 do ano de 2025, que revela a morte de mais de 90 pessoas.
“Infelizmente não se tratam de simples e frios números estatísticos. São pessoas, angolanos que morreram e estes têm nomes que também estão devidamente documentados. São dados recolhidos com critérios de verificação, localização temporal e enquadramento jurídico, mas afastados de qualquer lógica de exploração sensacionalista”, disse o primeiro-ministro do “Governo Sombra” da UNITA, Raul Tati.
Segundo ele, a análise evidencia tendências que merecem reflexão profunda, uso excessivo da força, detenções arbitrárias, maus-tratos, mortes e/ou execuções sumárias em contexto de actuação policial e, de forma recorrente, défice de responsabilização institucional.
“Estes factos colocam desafios sérios à ordem constitucional angolana e a honra de compromissos internacionais assumidos soberanamente pelo Estado”, referiu.
Tati disse que o relatório não é para promover instabilidade, mas por acreditar que a transparência, o reconhecimento dos problemas e a responsabilização efectiva são pilares indispensáveis de uma paz duradoura e de uma democracia funcional.
“A UNITA e autores, declararam que o relatório foi produzido durante quatro meses, com “boa-fé”, rigor técnico e observância das normas de documentação jornalística e política, visando fornecer um registo fidedigno dos factos e das suas consequências sociais”, frisou.
O Governo Sombra da UNITA acredita que a transformação de Angola será alcançada através de participação cívica consciente, mobilização pacífica, acção política organizada e respeito pelos princípios democráticos.
De acordo com Raul Tati, a UNITA continuará a cumprir o seu dever histórico, contribuir para uma Angola onde a autoridade do Estado se afirme pelo respeito à vida e à lei, pela protecção dos cidadãos e pela confiança nas instituições.




