DETENÇÃO DE ACTIVISTAS EM CABINDA LEVANTA PREOCUPAÇÕES SOBRE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO EM ANGOLA
O activista Alexandre Kuanga “Nsito”, Presidente da Associação para o Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos e mais dois activistas foram detidos no último domingo, 01, em Cabinda pela Polícia Nacional, junto à ponte do rio Lucola, quando tentavam caminhar até ao local onde foi assinado o Tratado de Simulambuco, um acordo celebrado entre príncipes e chefes tradicionais de Cabinda e a Coroa Portuguesa, que estabeleceu Cabinda como um protectorado de Portugal, no dia 1 de Fevereiro de 1885, informou o Portal XAA Cabinda.
REDACÇÃO JORNAL HORA H
A detenção do activista cabindense gerou várias reacções nas redes sociais e muitos internautas lamentaram sobre o actual estado da liberdade de expressão e o direito à manifestação pacífica.
“É fundamental que as autoridades garantam a segurança e a liberdade dos cidadãos, especialmente em datas importantes como esta. A detenção desses activistas pode ser vista como uma tentativa de silenciar as vozes que lutam pela autodeterminação e pelos direitos do povo de Cabinda, o tratado de Simulambuco assinado em 1 de Fevereiro de 1885 é um marco histórico importante para Cabinda e é lamentável que os activistas tenham sido impedidos de exercer seu direito de expressão”, escreveu um internauta.
O povo Cabindense principalmente que se mostrou indignado com esta situação reforçou nas redes sociais que é a liberdade de expressão e o direito à manifestação são direitos fundamentais protegidos pela Constituição angolana e pedem que as autoridades libertem os activistas detidos e permitam que o povo de Cabinda exerça seu direito de expressão pacificamente.




