“NÃO TENHO UM PENSAMENTO OPORTUNISTA E NEM CONJUNTURAL SOBRE A CONSTRUÇÃO DE UMA FRENTE PARA ANGOLA” – BD

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O Bloco Democrático e a UNITA estão a enfrentar desafios significativos em relação à formação da “Ampla Frente para Alternância”.

 FRANCISCO MWANA ÚTA

Com a provação desta frente, o principal partido da oposição descartou a formalização de uma coligação legal.

Face a situação, o líder do Bloco Democrático, Filomeno Viera Lopes, diz que a sua formação política tem um pensamento “muito claro” sobre a construção de uma frente para Angola.

“Não é um pensamento oportunista e nem conjuntural”, disse Filomeno Viera Lopes,  que defendeu haver uma coligação de força, porque isto permite individualizar os partidos políticos, e permite entender com clareza que estão perante um momento de coligação eleitoral.

No último congresso da UNITA os delegados chumbaram a intenção de formalização de uma coligação eleitoral formal ou legal.

Neste congresso, os delegados admitiram quatro possibilidades, que passam por criar uma aliança ainda sem designação, que terá como fundamento em coligação eleitoral na perspectiva de cooperação em formato de agregação de partidos políticos e actores da sociedade civil que possam integrar a lista do Galo Negro.

“Ocorreu quatro possibilidades para a formalização desta iniciativa que ainda não tem nome. Das quatro perspectivas debatidas ao nível do congresso, as três foram admitidas, ou uma coligação eleitoral na perspectiva de agregação ou cooperação, onde os partidos políticos que aceitarem vão constar na nossa lista. A coligação eleitoral à luz da legislação angolana, não foi aceite pelos militantes da UNITA, isso que fique claro”,  disse o vice-presidente da UNITA, Álvaro Chakuamanga.

Refira-se que esta declaração vai em choque com o imperativo constitucional que pesa sobre o aliado da UNITA no âmbito da Frente Patriótica Unida (FPU), o Bloco Democrático, que se vê forçado a concorrer nas eleições de 2027, sob pena de ser extinto.