GUERRA DE TERRAS NO ICOLO E BENGO: FAMÍLIA PASCOAL FERREIRA REFORÇA SEGURANÇA E OS MESMOS ACABAM DETIDOS PELO SIC
A família Pascual Ferreira, que afirma ser legítima proprietária de um terreno desde 2002, no município de Cabiri, província do Icolo e Bengo, procedeu esta quarta-feira, 14, à reposição de meios e ao reforço de efectivos de segurança para asegurar o local por ser um palco de invasões e agressões de alguns malfeitores.
ANGELINO CAHANGO segundo a fonte do Jornal Hora H, o espaço encontra-se em litígio com alguns supostos agentes da Polícia Judiciária Militar, identificados apenas por coronel Heitor Nunes e Francisco Santana, acusados de protagonizarem a invasão e as agressões.
De acordo o advogado da família, Valdano Samutakaxi, os alegados invasores contam com a protecção da administradora municipal de Cabiri, Isabel Kudiqueba.
“Viemos aqui repor a legalidade, colocando efectivos do corpo de segurança para a guarnição do espaço. Os invasores deste terreno serão responsabilizados civil e criminalmente pela justiça angolana”, afirmou.

A fonte afirmou ainda que a associação de advogados que acompanha o caso endereçou cartas a vários organismos do Estado, incluindo ao Presidente da República João Lourenço, com o objectivo de dar a conhecer os incidentes que se têm registado no referido terreno.
Segundo Valdano Samutakaxi, na sequência de um expediente apresentado ao Tribunal, deverá ser realizada, em breve, uma inspecção judicial preventiva, com o propósito de dissipar todas as inquietações em torno do processo.
NOVAS DETENÇÕES
Na tarde desta quarta-feira, 13, antes do fecho desta matéria, um membro da família Pascoal Ferreira informou à nossa redacção que os efectivos de segurança colocados hoje para a guarnição do terreno teriam sido alegadamente detidos por agentes do Serviço de Investigação Criminal (SIC), afectos ao município de Cabiri.
Enquanto aguarda a intervenção do tribunal, a família Pascoal Ferreira reafirma a sua confiança na justiça e garante que continuará a recorrer aos meios legais para defender o que considera ser um direito adquirido há mais de duas décadas.



