CASO VIOLAÇÃO SEXUAL: “ O MARITO ME FEZ MAIS DE TRÊS VEZES E O GELSON BRÁS ME FORÇOU E DEPOIS QUERIA MAIS METER NO ÂNUS” DISSE A VÍTIMA

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O Tribunal da Comarca de Viana, procedeu, na tarde desta quinta-feira, 8, a audiência dos cidadãos Gelson Brás e Mário Dias Viegas Pascoal “Marito”, o primeiro, funcionário da Presidência da República e o segundo, mecânico, acusados de terem abusado sexualmente uma menor de 12 anos de idade, no ano 2020, durante cinco dias, após esta ser “embebedada” pelo primeiro acusado, Gelson Brás, na Rua da Dira, agora município de Calumbo, província de Icolo e Bengo

Após duas audiências, depois de longos cinco anos de espera, quando o processo já estava “engavetado” no tribunal, o cidadão Marito que no dia 21 de Maio ofereceu a sua residência, no Zango 3, para que Gelson Brás pudesse satisfazer os seus apetites sexuais contra a menor de 12 anos de idade, por sinal antiga vizinha do arguido, finalmente apareceu em tribunal, com uma lesão na perna, e fingindo sofrer de “amnésia”, alegou que não conhecia a menina e que nunca aconteceu nada entre a dupla contra a ofendida, posição descortinada pelo Juiz como falsas, após ter lido às declarações do coarguido, no acto de interrogatório no Serviço de Investigação Criminal, onde o mesmo declarou que também tinha se envolvido sexualmente com a menor, e que conhecia a vítima.

No principio da audiência, o Juiz António José Eduardo perguntou ao coarguido “Marito” se conhecia a cidadã Luisa, a lesada, presente na audiência, tendo respondido que não a conhecia e nunca a tenha visto.

O juiz avançou que de acordo com as declarações do Gelson Brás, após ter passado a noite na casa de Marito, terá se ausentado da residência do mesmo de manhã, horas depois terá regressado ao local, em busca de algo que havia esquecido, e deixou a menor nas garras do segundo elemento, onde a infeliz permaneceu durante cinco días.

Ao dirigir a palavra a vítima, o Juiz perguntou se conhecia o senhor “Marito” e esta, agora com 18 anos de idade, respondeu que conhecia o visado, por ser o dono da residência a qual foi levada pelo senhor Gelson Brás, onde permaneceu durante cinco dias, e foi abusada sexualmente pelos dois em momentos diferentes

“O Brás levou-me primeiro a um bar, disse que eu tinha que beber alguma coisa e eu pedi booster, mas ele insistiu que eu tinha que beber nocal, bebi, depois fiquei embriagada e ele levou-me a casa do amigo dele, o senhor Marito”, recordou.

Acrescentou que pernoitou na casa do senhor Marito e teve envolvimento sexual com o “Gelson”. “Eu estava embriagada e o Gelson insistia que tinhamos que fazer sexo, neguei várias vezes, quando dei por conta, por causa da cerveja, quando assustei já estava na cama com ele a fazer sexo”, contou, tendo sublinhado ter sido a sua primeira vez a consumir bebidas alcoólicas, e que foi no decorrer do ilícito que perdeu a virgindade.

“Ele pedia insistentemente que fizéssemos sexo anal, mas eu resisti e não deixei, estava muito bêbada”, explicou.

“Eu não consegui notar a que horas ele saiu de manhã, deixou-me no quarto, só sei que voltou horas depois a busca dos chinelos que havia deixado e foi embora, deixando-me na casa do amigo dele”, explicou. “Quando fiquei o senhor Marito, exigiu também que eu fizesse sexo com ele, eu disse que estava muito cansada e me sentia tonta por causa da cerveja, mesmo assim ele obrigou -me e fizemos”, disse.

“Fiz uma semana na casa dele, fizemos sexo cerca de três ou quatro vezes”, sublinhou.

Questionada porquê não foi embora dia seguinte, a jovem disse que, primeiro tinha medo dos cães do senhor Marito que estavam no quintal, um de raça pitbull e outro de raça que não recorda, e depois temia que a mãe the batesse por ter dormido fora de casa.

“Era criança, não pensava direito”, lamentou.

No final da audiência, o Juiz sublinhou que constam nos autos as declarações do senhor “Marito” que atestam conhecer a lesada, porque a vítima mantinha uma relação amorosa com o seu amigo” o senhor “Brás”, o que demonstra que ele a conhecia perfeitamente, e por isso estava a mentir em tribunal. Terminada a audiência, o Juiz marcou às alegações para o próximo dia 19 de janeiro do ano em curso.