EMPRESA CARMON E O GOVERNO ACUSADOS DE DESVIAREM MAIS DE 8.2 MIL MILHÕES DE KWANZAS PARA REABILITAÇÃO DA ESTRADA MOÇÂMEDES/VIREI
A UNITA acusa o Executivo e empreiteiros envolvidos a execução da obra da estrada Moçâmedes/Virei paralisada há 14 anos, de terem desviado, 8,2 mil milhões de Kwanazs.
ANA MENDES
Segundo, o deputado Sampaio Mucanda, deste orçamento o empreiteiro recebeu uma percentagem irrisória que o permitiu apenas arrancar a obra e depois parar até hoje.
Depois de desvio do valor acima referido, O governo aprovou mais uma nova verba orçado em 1.374.044.638, 00 Kwanzas.
“Todavia, na prática não há nenhuma execução da obra. Se as obras até aqui não arrancaram, quem está a se beneficiar deste dinheiro?”, questionou o deputado.
De acordo com o parlamentar, o OGE que seria uma bússola para o crescimento económico, para a justiça social e para a consolidação de um futuro mais próspero para todos os angolanos, infelizmente transformou-se num feudo para o benefício de um punhado de indivíduos ligados ao regime atirando as populações para a extrema pobreza.
“Não se percebe, que infraestruturas já construídas, apetrechadas, pagas na totalidade, inauguradas e em pleno funcionamento, continuem a constar dos Orçamentos Gerais do Estado”, disse o deputado.
Citou como exemplo, a construção do hospital municipal de Moçâmedes no bairro Bela Vista (já inaugurado em dezembro/2023 pela Ministra da Saúde), construção e apetrechamento do centro de saúde no bairro Boa Esperança (já inaugurado em julho/2022 pelo Governador Provincial Archer Mangueira), construção do serviço integrado municipal do Ministério do Interior (já inaugurado em abril/2023 pelo ex-Ministro do Interior Eugénio Laborinho), construção de centros de tratamento de resíduos/aterros sanitário em Moçâmedes e Tômbwa (já inaugurados em junho/2022 pelo Governador Provincial Archer Mangueira).
“Alias, no âmbito dos nossos trabalhos de deputação de proximidade, os fiscais das obras garantiram-nos que os projectos tinham sido pagos pelo Estado na totalidade”, acrescentou.
Para o deputado “numa governação séria, responsável, sensível e patriótica, estes dinheiros serviriam para reabilitação, apetrechamento, modernização e melhoria na assistência médica e medicamentosa do Hospital Provincial Materno Infantil do Namibe onde regista-se elevado número de mortes e construção e apetrechamento de uma Mediateca Provincial para a comunidade académica”.
“Essa manobra cavilosa de financiar projectos já existentes pode ser uma forma de sacar dinheiros dos cofres do Estado para custear as despesas com a realização de conferências dos comités comunais, municipais, provinciais e congressos do MPLA, OMA, JMPLA, inclusive a construção e apetrechamento da sede nacional do MPLA”, frisou.



