MOVANGOLA LANÇA PLANO ESTRATÉGICO 2026/2027 PARA COMBATER A VANDALIZAÇÃO DE BENS PÚBLICOS
O Movimento de Apoio Solidário de Angola (MOVANGOLA) lançou, nesta sexta-feira, 23, em Luanda, o Plano Estratégico de Ação para o biénio 2026/2027, que contempla diversos eixos de atuação, com destaque para a sensibilização da sociedade contra a vandalização de bens públicos, o abuso sexual de menores e a violência doméstica, fenómenos que continuam a preocupar a sociedade angolana.
ANGELINO CAHANGO
Durante o certame, o presidente da organização, António Sawanga, afirmou que o projeto ´´ANGOLA MINHA TERRA, MINHA PÁTRIA E MEU PAÍS´´ continuará a integrar o conjunto de ações do MOVANGOLA, com o objetivo de elevar os níveis de cidadania patriótica no seio da juventude, bem como incentivar a participação ativa da sociedade na vida pública e política do país.
Para o presente ano, o MOVANGOLA tem delineadas várias iniciativas, entre as quais se destacam campanhas de cidadania através de marchas de sensibilização para a preservação do património público, a realização de colóquios, conferências e festivais, visando o respeito pelos órgãos de soberania e pelos símbolos nacionais.
No quadro das parcerias, a organização garante a realização de atividades conjuntas com instituições religiosas, com vista ao resgate e à preservação dos valores da identidade cultural angolana, tanto no território nacional como além-fronteiras.
Por sua vez, o secretário-geral do Conselho de Igrejas Cristãs em Angola (CICA), Vladimir Agostinho, que dissertou sobre o tema “A vocação social da Igreja na moralização da sociedade”, manifestou preocupação com o aumento significativo dos casos de abuso sexual contra crianças em várias regiões do país.
“A vandalização dos bens públicos compromete o crescimento e o progresso do país. O abuso sexual de menores é um problema grave, diante do qual a Igreja tem-se levantado para procurar soluções à luz das Sagradas Escrituras”, afirmou.
Já o líder da Assembleia de Deus Pentecostal, Francisco Sebastião, defendeu o trabalho conjunto entre a Igreja e a sociedade para a erradicação dos males que assolam o país, como o abuso sexual, a vandalização de bens públicos e a violência doméstica.
“Esta enfermidade não é física, é espiritual. Precisamos realizar um trabalho espiritual profundo para combater este mal”, declarou.
O evento, que integrou as celebrações dos 13 anos do MOVANGOLA, teve lugar no Centro de Convenções de Talatona e contou com a presença de autoridades tradicionais, membros da sociedade civil, músicos gospel, representantes políticos e líderes religiosos.



