CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA EPAL “BELISCA” A IMAGEM DO MINISTRO JOÃO BAPTISTA BORGES
O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, o mais antigo em funções em Angola, o seu brilho desempenho está ser prejudicado, pelo Conselho de Administração da EPAL, que tem pouco “faro” para identificar as principais áreas de intervenção, colocando o sector numa desvantagem sem precedentes.
ESCRIVÃO JOSÉ
João Baptista Borges que serviu como Ministro da Energia e Águas desde 2011, atravessando os mandatos dos Presidentes José Eduardo dos Santos e João Lourenço, com uma longa trajetória no sector de energia desde antes, tem agora bons motivos para “puxar orelhas”, a direcção da EPAL que pouco ou nada faz, para o desenvolvimento do sector.
Economistas são de opinião, que o ministro João Baptista Borges, deve enviar “urgentemente” para uma formação de gestão, o Conselho da Administração da EPAL, nas escolas da Empresa Nacional de Distribuição Electricidade (ENDE), onde por excelência, a gestão é já uma realidade.
Para o economista Januário Sabrosa Neto, em Luanda, especialmente, muitos sistemas de captação e distribuição de água estão obsoletos ou inoperacionais, com negligência na manutenção, resultando em perdas e falta de cobertura.
“Hoje vimos o ministro de um lado para outo, a identificar estes assuntos, com o Conselho de Administração num sono profundo. Isso já não acontece com a ENDE”, disse o economista frisando que a água, não é apenas um recurso, mas o próprio alicerce da vida em todas as suas formas, sendo um bem precioso que precisa ser protegido e valorizado.
“O Conselho de Administração da EPAL está prejudicar o Executivo. Se cada residência em Luanda possuir um contador de água, quantos milhões que entram nos cofres?”, questionou o economista.
Segundo este economista, o sector da água em Angola enfrenta grandes dificuldades, com cerca de 44% da população sem acesso a água potável segura, devido a problemas de infraestrutura deficiente, má gestão, rápido crescimento urbano não acompanhado por investimentos, e dependência de fontes contaminadas, gerando graves problemas de saúde pública, como cólera e diarreia, com a situação sendo mais crítica nas zonas rurais e periferias urbanas, necessitando de melhor gestão, investimento e participação comunitária.
“Grande parte da população, especialmente nas áreas rurais, depende de fontes de água não seguras, como poços tradicionais e nascentes desprotegidos, enquanto nas cidades há falta de infraestrutura para acompanhar o crescimento populacional”, acrescentou.
Para o economista Saldanha Paulo, a EPAL enfrenta dificuldades “crónicas” no fornecimento de água em Luanda, devido a avarias eletromecânicas, roturas de condutas (muitas vezes causadas por obras), e problemas na captação e tratamento após chuvas intensas, resultando em restrições severas e corte de fornecimento em várias zonas.
“Não se justifica hoje em Luanda e Angola em particular, onde recursos hídricos em grande quantidade, os consumidores a recorrerem a alternativas e não consegue combater o garimpo ilegal de água”, apontou.
Segundo este economista, funcionários da EPAL estão envolvidos no garimpo de água, (desvio e venda ilegal de água) e no furto de produtos químicos para tratamento, sem detenções e exonerações.
“O Ministério da Energia e Águas (MINEA) deve ter o combate ao garimpo como prioridade, visando acabar com a venda informal e garantir o abastecimento regular, intensificando a fiscalização”, referiu salientando que, esses incidentes mostram que o garimpo de água na EPAL é um problema sério, envolvendo tanto funcionários de base quanto altos cargos.
MINISTRO BORGES AQUI ESTÁ BEM
A ENDE (Empresa Nacional de Distribuição de Eletricidade) em Angola tem focado em melhorias através da modernização da cobrança (com pré-pagos), expansão da rede para novas áreas e obras de infraestrutura.
“A ENDE está em processo de melhoria, focando em tecnologia e infraestrutura, apesar de lidar com os custos dessas melhorias e a demanda crescente por um serviço mais universal e estável”, destacou Saldanha Paulo aconselhando que, a EPAL deve seguir as pegadas da ENDE.



