NA DIPLOMACIA: PAULO RANGEL E FÁTIMA JARDIM ABORDAM SITUAÇÃO EM BISSAU
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, visitou, segunda-feira, em Lisboa, a sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O chefe da diplomacia portuguesa foi recebido pela secretária executiva da CPLP, Maria de Fátima Jardim, com quem manteve um encontro privado, que contou com a presença da secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Ana Isabel Xavier.
Na ocasião, foram analisadas matérias relacionadas com o funcionamento da organização, e efectuada uma reflexão alargada sobre os desafios estratégicos e as oportunidades que se colocam à Comunidade no futuro.
Seguidamente, Paulo Rangel dirigiu-se ao Salão Dourado, onde decorreu uma sessão solene.
Durante a sua intervenção, afirmou que a CPLP é uma organização multicontinental, cujos países têm uma identidade histórica e cultural comum, com laços afectivos muito fortes.
Paulo Rangel referiu, ainda, que a Comunidade dispõe de capacidade de actuação própria e de afirmação internacional, num período caracterizado por fortes tensões geopolíticas, tendo realçado a relevância do reforço da cooperação em diversos domínios.
O chefe da diplomacia portuguesa considerou desejável o levantamento da suspensão da Guiné-Bissau da CPLP logo que seja restabelecida a ordem constitucional, uma vez que o povo e o Estado guineense constituem elementos essenciais da Comunidade.
A secretária executiva da CPLP destacou o trabalho desenvolvido pela Missão de Observação Eleitoral da CPLP na Guiné-Bissau e reiterou a solidariedade da organização para com o povo guineense.
Maria de Fátima Jardim referiu, também, os desafios estruturais da Comunidade, que exigem maior adequação de recursos no Secretariado Executivo, bem como um investimento contínuo no planeamento e na formação no domínio da cooperação. A visita de Paulo Rangel representa a primeira deslocação oficial de um governante de um Estado-membro à sede da CPLP em 2026, ano em que se assinala o 30.º aniversário da fundação da organização.
Neste enquadramento, a secretária executiva informou que se encontram calendarizadas diversas iniciativas comemorativas, tendo salientado que 2026 será igualmente um ano de reflexão estratégica entre os Estados-membros, Observadores Associados e Observadores Consultivos, com vista à concertação de uma nova visão de futuro para a Comunidade.
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal destacou, por seu turno, a importância do lançamento de um programa comemorativo dos 30 anos da CPLP que integre também uma dimensão orientada para os Estados com estatuto de Observador Associado, com o objectivo de ampliar a visibilidade e projecção internacional da organização.



